segunda-feira, 16 de junho de 2008

Desde ontem, ...

estou em Maceió. É a segunda vez que visito a cidade. Estive aqui há praticamente dois anos. Da outra vez, organizei um encontro das ONGs financiadas pela repartição. Agora, vim conhecer dois projetos premiados. A entrega será amanhã, em Recife.

Percebi poucas mudanças na capital alagoana. Em 2006, só se falava em Heloísa Helena, com quem, aliás, esbarrei no aeroporto. De fato, apesar de todas as críticas, lembro claramente como fiquei impressionado com o seu carisma. Hoje, nenhuma novidade política, só uma história bizarra de que o Collor se comporta como um enviado de Deus para comunidades do interior do Estado.

Acordei cedo e comi uma ótima tapioca de café-da-manhã. O hotel é lindo e tem uma praia quase particular. A primeira visita foi a uma tribo indígena. Foi bom não ter me preocupado em criar uma imagem da tribo. Cheguei sem refletir sobre o que encontraria. Na saída, a sensação foi de aprendizado. Os índios não são aquelas figuras desenhadas nos livros didáticos. Usam calça jeans, celular e torcem pelo Flamengo. Referem-se a mim como “branco”, mantém rituais religiosos e obedecem ao cacique. O mais legal foi ver o Nhenety recriar a história da tribo a partir de relatos orais, deduções cronológicas e informações da internet.

Depois, parti para Marechal Deodoro. O furo foi não saber que o proclamador da República é alagoano. Gafe perdoada. A cidade é uma graça. Só não é uma Tiradentes nordestina porque ninguém tentou explorar o turismo. O projeto me fez pensar como idéias simples são tão incríveis! R$ 7 mil é suficiente para montar um trailler com cursos de softwares de imagem e fazer exibições de películas.

No retorno ao hotel, nenhuma vontade de passear pela cidade. Só um relaxante banho de piscina e chuva. Pode ser a saudade do Leblon, mas nem saí mais do quarto... Estranho, né?

Adeus

Um comentário:

priscila iglesias disse...

...e não é que parei aqui por acaso e descobri que vc é vc? :-) bjs! priscila (da FCS/UERJ)