... sou informado sobre o fim de uma era de regalias tecnológias e infinidades comunicacionais:
"Parabéns, Vc agora é um Ligador. Lembre-se de fazer recargas que somem no mínimo R$10,00 para garantir o seu bonus. Aproveite."
Que mané aproveitar? Eu deveria lamentar...
Mas nada de lamentações. Agora eu posso pagar a conta! Que se fodam!
Adeus
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Desta forma, ...
... me despedi da repartição.
Amigos,
Agora, me despeço do Oi Futuro. Estou feliz pela nova oportunidade, mas realmente muito chateado por deixar um grupo de amigos tão queridos. Amanhã, estaremos todos no Paraíso do Chopp, às 18h, logo depois do trabalho, ok?
Neste mês de agosto, completo exatos quatro anos de Instituto Telemar/Oi Futuro. Apesar da pose madura para convencer na seleção de estagiário, eu nunca havia trabalhado numa empresa de grande porte. Era tudo muito amplo e sofisticado. Lembro que achei confuso chegar ao 5º entrepiso e fiquei impressionado quando descobri que poderia pegar um taxi até a minha casa se saísse depois das 21h.
O tempo passou, fui contratado e passei por experiências inesquecíveis. Acompanhei os bastidores do surgimento de um espetacular centro cultural; aprendi, com muita admiração, o universo da museologia; presenciei jovens da favela se tornarem diretores de cinema; e me dei ao luxo de recusar infinitos convites para as melhores atrações culturais do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, superei preconceitos do uso dos recursos digitais na escola; percebi que todo mundo é produtor de conhecimento; que o computador transforma a vida das pessoas; que é possível articular a iniciativa privada com o Estado, de forma honesta e sincera; e que a educação é o mundo mais interessante deste planeta.
No meu dia-a-dia, a expressão “Novos Brasis” tornou-se a mais falada, escrita, pensada. Por meio do programa, conheci pessoas e histórias de vida interessantíssimas. O Novos Brasis me permitiu acabar com estereótipos e perceber o tamanho do Brasil. No Amapá, coloquei o pé direito no hemisfério norte e o outro no sul. Fiquei com medo dos búfalos da ilha de Marajó. Tive vontade de me mudar de vez para o Ceará. Apaixonei-me pela diversidade de Pernambuco. Pulei em cima de um trio elétrico no circuito tradicional de Salvador. Passeei pelas ruas coloniais de Diamantina e Outro Preto e, em Belo Horizonte, fiz uma visita exclusiva pelo palácio do governador. E, de tanto ir para São Paulo, acho a coisa mais normal a avenida Paulista ficar afastada do centro e próxima aos nobres Jardins.
Quero agradecer à convivência de todos nestes quatro anos. Agradeço à Samara e à Arlete, com quem aprendi o que é ter liderança de forma respeitosa. Com elas, tive exemplos diários de dedicação, superação e, principalmente, de como uma pessoa consegue fazer a diferença mesmo numa empresa tão grande. Agradeço à Tatiana Laura, minha amiga querida, que dividiu as mudanças nas nossas vidas nestes quatro anos. Agradeço à Maíra, que compreendeu as minha questões e, na sua correria, sempre parou para me ouvir. Agradeço à Shirley, que, além de cuidar de mim, mostrou que a vida é melhor quando é mais simples. Agradeço à Adriana Castelo Branco, por gostar de mim de graça. Agradeço à Bruna, que enfrenta os problemas com muita energia e sabedoria. Agradeço à Zilma, que me apoiou em todos os momentos e tornou-se uma amiga. Agradeço ao André, que, sem dúvida, é um exemplo de vida e compromisso. Agradeço à Sabrina, com que, em muito pouco tempo, construí uma amizade para todos os tempos. Agradeço à Flávia e Tatiana Zanotti, pela paciência e extrema competência. Agradeço à Fernanda, pela sua alegria. Agradeço o humor do Roberto, o sorriso da Taissa, a euforia da Elaine. Agradeço ao Alberto, que sei que aprendeu a gostar de mim. Agradeço à boa parceria com a Maria Fernanda e o Márcio. Agradeço as palavras da Lúcia, a espontaneidade da Fafá, a atenção da Dani, aos conselhos do Victor D´Almeida. Agradeço ao sotaque aconchegante da Adriana Galuppo e Pedro Melo.
Em especial (e não quero ninguém com ciúme), agradeço à Renata. Entramos praticamente juntos como estagiários do Instituto Telemar. O seu jeito fechado e objetivo foram estranhos no começo. Com o tempo, descobri uma pessoa maravilhosa. Não esqueço o dia que descobri que ela chora. E chora muito! Admiro a sua competência, a sua crença na cultura, e a forma analítica como enxerga os processos. É meiga, firme, carinhosa e sincera. E torce muito por mim! Muito obrigado!
Nesta nova fase, todos já perceberam a minha empolgação. O que ninguém pode perceber nesta hora é a minha angústia, o meu medo e a minha certeza de não encontrarei pessoas tão especiais. Sei que o sentimento de todos em relação à minha saída é a alegria. Mas peço um pouco mais. Peço para que, sem o convívio cotidiano, esta alegria se consolide como amizade, mesmo depois da despedida de amanhã.
Grande beijo e até breve!
Adeus
Amigos,
Agora, me despeço do Oi Futuro. Estou feliz pela nova oportunidade, mas realmente muito chateado por deixar um grupo de amigos tão queridos. Amanhã, estaremos todos no Paraíso do Chopp, às 18h, logo depois do trabalho, ok?
Neste mês de agosto, completo exatos quatro anos de Instituto Telemar/Oi Futuro. Apesar da pose madura para convencer na seleção de estagiário, eu nunca havia trabalhado numa empresa de grande porte. Era tudo muito amplo e sofisticado. Lembro que achei confuso chegar ao 5º entrepiso e fiquei impressionado quando descobri que poderia pegar um taxi até a minha casa se saísse depois das 21h.
O tempo passou, fui contratado e passei por experiências inesquecíveis. Acompanhei os bastidores do surgimento de um espetacular centro cultural; aprendi, com muita admiração, o universo da museologia; presenciei jovens da favela se tornarem diretores de cinema; e me dei ao luxo de recusar infinitos convites para as melhores atrações culturais do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, superei preconceitos do uso dos recursos digitais na escola; percebi que todo mundo é produtor de conhecimento; que o computador transforma a vida das pessoas; que é possível articular a iniciativa privada com o Estado, de forma honesta e sincera; e que a educação é o mundo mais interessante deste planeta.
No meu dia-a-dia, a expressão “Novos Brasis” tornou-se a mais falada, escrita, pensada. Por meio do programa, conheci pessoas e histórias de vida interessantíssimas. O Novos Brasis me permitiu acabar com estereótipos e perceber o tamanho do Brasil. No Amapá, coloquei o pé direito no hemisfério norte e o outro no sul. Fiquei com medo dos búfalos da ilha de Marajó. Tive vontade de me mudar de vez para o Ceará. Apaixonei-me pela diversidade de Pernambuco. Pulei em cima de um trio elétrico no circuito tradicional de Salvador. Passeei pelas ruas coloniais de Diamantina e Outro Preto e, em Belo Horizonte, fiz uma visita exclusiva pelo palácio do governador. E, de tanto ir para São Paulo, acho a coisa mais normal a avenida Paulista ficar afastada do centro e próxima aos nobres Jardins.
Quero agradecer à convivência de todos nestes quatro anos. Agradeço à Samara e à Arlete, com quem aprendi o que é ter liderança de forma respeitosa. Com elas, tive exemplos diários de dedicação, superação e, principalmente, de como uma pessoa consegue fazer a diferença mesmo numa empresa tão grande. Agradeço à Tatiana Laura, minha amiga querida, que dividiu as mudanças nas nossas vidas nestes quatro anos. Agradeço à Maíra, que compreendeu as minha questões e, na sua correria, sempre parou para me ouvir. Agradeço à Shirley, que, além de cuidar de mim, mostrou que a vida é melhor quando é mais simples. Agradeço à Adriana Castelo Branco, por gostar de mim de graça. Agradeço à Bruna, que enfrenta os problemas com muita energia e sabedoria. Agradeço à Zilma, que me apoiou em todos os momentos e tornou-se uma amiga. Agradeço ao André, que, sem dúvida, é um exemplo de vida e compromisso. Agradeço à Sabrina, com que, em muito pouco tempo, construí uma amizade para todos os tempos. Agradeço à Flávia e Tatiana Zanotti, pela paciência e extrema competência. Agradeço à Fernanda, pela sua alegria. Agradeço o humor do Roberto, o sorriso da Taissa, a euforia da Elaine. Agradeço ao Alberto, que sei que aprendeu a gostar de mim. Agradeço à boa parceria com a Maria Fernanda e o Márcio. Agradeço as palavras da Lúcia, a espontaneidade da Fafá, a atenção da Dani, aos conselhos do Victor D´Almeida. Agradeço ao sotaque aconchegante da Adriana Galuppo e Pedro Melo.
Em especial (e não quero ninguém com ciúme), agradeço à Renata. Entramos praticamente juntos como estagiários do Instituto Telemar. O seu jeito fechado e objetivo foram estranhos no começo. Com o tempo, descobri uma pessoa maravilhosa. Não esqueço o dia que descobri que ela chora. E chora muito! Admiro a sua competência, a sua crença na cultura, e a forma analítica como enxerga os processos. É meiga, firme, carinhosa e sincera. E torce muito por mim! Muito obrigado!
Nesta nova fase, todos já perceberam a minha empolgação. O que ninguém pode perceber nesta hora é a minha angústia, o meu medo e a minha certeza de não encontrarei pessoas tão especiais. Sei que o sentimento de todos em relação à minha saída é a alegria. Mas peço um pouco mais. Peço para que, sem o convívio cotidiano, esta alegria se consolide como amizade, mesmo depois da despedida de amanhã.
Grande beijo e até breve!
Adeus
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Depois de oito anos, ...
... acharam os meus documentos perdidos em Roma. Um milagre da terra do Papa! A viagem foi maravilhosa, inesquecível mesmo. Eu tinha 16 anos e andava solto com amigos-adolescentes pelas estações de metrô e monumentos milenares. Um outro dia, com mais calma, posso escrever sobre os muitos momentos divertidos.
Agora, o mais importante é registrar o feito! Ele aconteceu graças a Lorenna, que, sempre atenciosa e carinhosa, mandou um e-mail com o link do consulado brasileiro na Itália:
http://www.brasileroma.it/achados.html
Eu estou lá! Na letra P.
Adeus
Agora, o mais importante é registrar o feito! Ele aconteceu graças a Lorenna, que, sempre atenciosa e carinhosa, mandou um e-mail com o link do consulado brasileiro na Itália:
http://www.brasileroma.it/achados.html
Eu estou lá! Na letra P.
Adeus
sábado, 9 de agosto de 2008
Dia 9 de agosto de 2008.
O dia na Candelária foi bastante produtivo. Demorei para chegar, pois tive problemas com o gravador. Com o problema resolvido, peguei o ônibus e depois o trem. Lembrei que, na última vez, fiquei com medo do traficante armado. Talvez, fosse interessante ter, novamente, uma declaração de pesquisador da faculdade. Mas hoje é sábado. Está tudo programado e nada vai dar errado. E não deu mesmo. Ao chegar, Kely reclamou do atraso e conversamos sobre o projeto que mandamos ontem para o edital de financiamento do Instituto Unibanco. Ficou legal e agora é torcer!
Kely havia marcado a conversa com o Sebastião, que só gosta de ser chamado de Sebastian. A mudança é sutil, mas, pelo que ouvi, fundamental para o bom relacionamento. Ele é dono da videolocadora, localizada na série de lojas ao lado direito do campo da Candelária. Ele não estava. No seu lugar, acabei conversando com o Hilder, que trabalha para o Sebastian na videolocadora. No início, ele estava bastante tímido e demorou para entender a função da conversa. Mas foi se soltando e acho que levou o papo com tranqüilidade. Tudo melhorou quando a Ane entrou na sala. Eles são namorados e, como não tive como expulsá-la, resolvi aproveitá-la para a entrevista. Foi ótimo! Os dois ficaram mais acessíveis e a conversa fluiu muito bem. Apesar de terem nascido e crescido na comunidade, o casal se conheceu pelo Orkut e se apaixonou pelo MSN.
A conversa seguinte foi com o Jeferson, dono da lan house e fornecedor do Veloxgato para mais de 120 casas da Candelária. Além de forte liderança na comunidade, ele já é figura fácil nas entrevistas do CAC. Disse que já conversou com o João, a Ana e mais outra menina. Será a Lilian? Fiquei com receio dele vir com respostas prontas, mas, ao final, acho que a sua “experiência” facilitou o papo. Ele falou bastante, talvez por saber que o conteúdo não vai lhe gerar nenhum tipo de problema. Grande parte da entrevista foi dominada por assuntos muito técnicos: DOS, Windows 3.11, hubs e fiação. Tentei puxar para questões mais ligadas ao cotidiano e à sua história de vida. Até que consegui, mas, muito provavelmente, vou querer conversar novamente com ele. No final, percebi que Jeferson estava mais interessado na cerveja e resolvi acabar. Mesmo assim, ele me mostrou a lan house muito satisfeito.
Já era fim de tarde. Eu havia planejado conversar com a Flávia também. Mas ela estava fazendo a unha. Não pude mais esperar e remarquei para o próximo sábado.
Kely havia marcado a conversa com o Sebastião, que só gosta de ser chamado de Sebastian. A mudança é sutil, mas, pelo que ouvi, fundamental para o bom relacionamento. Ele é dono da videolocadora, localizada na série de lojas ao lado direito do campo da Candelária. Ele não estava. No seu lugar, acabei conversando com o Hilder, que trabalha para o Sebastian na videolocadora. No início, ele estava bastante tímido e demorou para entender a função da conversa. Mas foi se soltando e acho que levou o papo com tranqüilidade. Tudo melhorou quando a Ane entrou na sala. Eles são namorados e, como não tive como expulsá-la, resolvi aproveitá-la para a entrevista. Foi ótimo! Os dois ficaram mais acessíveis e a conversa fluiu muito bem. Apesar de terem nascido e crescido na comunidade, o casal se conheceu pelo Orkut e se apaixonou pelo MSN.
A conversa seguinte foi com o Jeferson, dono da lan house e fornecedor do Veloxgato para mais de 120 casas da Candelária. Além de forte liderança na comunidade, ele já é figura fácil nas entrevistas do CAC. Disse que já conversou com o João, a Ana e mais outra menina. Será a Lilian? Fiquei com receio dele vir com respostas prontas, mas, ao final, acho que a sua “experiência” facilitou o papo. Ele falou bastante, talvez por saber que o conteúdo não vai lhe gerar nenhum tipo de problema. Grande parte da entrevista foi dominada por assuntos muito técnicos: DOS, Windows 3.11, hubs e fiação. Tentei puxar para questões mais ligadas ao cotidiano e à sua história de vida. Até que consegui, mas, muito provavelmente, vou querer conversar novamente com ele. No final, percebi que Jeferson estava mais interessado na cerveja e resolvi acabar. Mesmo assim, ele me mostrou a lan house muito satisfeito.
Já era fim de tarde. Eu havia planejado conversar com a Flávia também. Mas ela estava fazendo a unha. Não pude mais esperar e remarquei para o próximo sábado.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Dia 25 de julho de 2008.
A tarde na Mangueira foi bem agradável. Apesar da “forte dor de cabeça”, Kelly estava bem humorada e cheia de planos. Deixei a mochila no bazar e fomos passear pelos becos. Ainda fico impressionado com a maneira como Kelly caminha tranqüila e à vontade, sempre cumprimentando quem passa e muitas vezes distribuindo conselhos. Naquele momento, pensei na imagem de uma “dona do lugar”. Logo depois, percebi que esta é uma reafirmação do papel de liderança da comunidade.
A primeira parada é na biblioteca. Faz tempo que não entrava lá. Como eu já esperava, o lugar está todo arrumado, mas, ao mesmo tempo, em transformação. Em todas as vezes que estive na sede da ONG, há planos para modificar o lugar. Uma nova parede, uma pintura necessária, outra colocação dos computadores. Desta vez, a grande novidade é o segundo andar. Não tenho dúvida que será construída, mas também não tenho idéia de quando ficará pronto. Um dado interessante é que os computadores foram comprados com o recurso do Instituto C&A, mas a conexão é gato. Isto não é oficializado nos documentos, mas a funcionária da C&A e “fiscal” do Instituto sabe.
Conversamos longamente sobre os projetos das Meninas e Mulheres do Morro. A parceria com o Instituto C&A termina em fevereiro e Kelly já pensa em alternativas de financiamento. A possibilidade mais evidente é o edital do Instituto Unibanco, que está aberto. Também sugiro contato com o Banco do Brasil e com a Secretaria de Mulheres do Governo Federal. Combinamos de aprofundar os planos nos próximos dias.
A segunda parada é na casa da Mônica. Ela está bastante doente... No começo, fico sem jeito. Não sei como tratar a questão. Ela está com a cabeça raspada e estática na cama. Mas faz planos: revela que pretende entrar para uma igreja evangélica a ser escolhida e me convida para o aniversário do filho em 28 de setembro. Vemos um pouco de TV e vou embora.
No caminho de volta ao bazar, esbarro com um rapaz armado. Havia tempo que não encontrava com este personagem. Acho que é por isso que a cena volta a chamar a minha atenção.
No bazar, confiro as informações do edital do Instituto Unibanco. Não parece complicado, mas levanto que o projeto precisa ter algumas alterações para aumentar a chance de aprovação. Kelly concorda. Por outro lado, o projeto está “muito bem escrito”. É evidente como o texto de elaboração do projeto mudou nestes anos. Há, de fato, uma apropriação da “linguagem de projeto”, usada por instituições públicas e privadas de financiamento de ações sociais. Não tenho dúvida de que é uma conseqüência da relação dialógica estabelecida com outros setores da sociedade.
Também conversamos um pouco sobre a minha pesquisa do mestrado. Por conta disso, Kelly se questiona e chega até a falar em incoerência em usar realizar projetos sociais e, ao mesmo tempo, piratear a internet. Eu não concordo e ela diz que vai pensar no assunto. Talvez, a relação com estruturas formais esteja contribuindo para promover mudanças mais profundas nas práticas da ONG do que o texto do projeto. E já é hora de partir.
A primeira parada é na biblioteca. Faz tempo que não entrava lá. Como eu já esperava, o lugar está todo arrumado, mas, ao mesmo tempo, em transformação. Em todas as vezes que estive na sede da ONG, há planos para modificar o lugar. Uma nova parede, uma pintura necessária, outra colocação dos computadores. Desta vez, a grande novidade é o segundo andar. Não tenho dúvida que será construída, mas também não tenho idéia de quando ficará pronto. Um dado interessante é que os computadores foram comprados com o recurso do Instituto C&A, mas a conexão é gato. Isto não é oficializado nos documentos, mas a funcionária da C&A e “fiscal” do Instituto sabe.
Conversamos longamente sobre os projetos das Meninas e Mulheres do Morro. A parceria com o Instituto C&A termina em fevereiro e Kelly já pensa em alternativas de financiamento. A possibilidade mais evidente é o edital do Instituto Unibanco, que está aberto. Também sugiro contato com o Banco do Brasil e com a Secretaria de Mulheres do Governo Federal. Combinamos de aprofundar os planos nos próximos dias.
A segunda parada é na casa da Mônica. Ela está bastante doente... No começo, fico sem jeito. Não sei como tratar a questão. Ela está com a cabeça raspada e estática na cama. Mas faz planos: revela que pretende entrar para uma igreja evangélica a ser escolhida e me convida para o aniversário do filho em 28 de setembro. Vemos um pouco de TV e vou embora.
No caminho de volta ao bazar, esbarro com um rapaz armado. Havia tempo que não encontrava com este personagem. Acho que é por isso que a cena volta a chamar a minha atenção.
No bazar, confiro as informações do edital do Instituto Unibanco. Não parece complicado, mas levanto que o projeto precisa ter algumas alterações para aumentar a chance de aprovação. Kelly concorda. Por outro lado, o projeto está “muito bem escrito”. É evidente como o texto de elaboração do projeto mudou nestes anos. Há, de fato, uma apropriação da “linguagem de projeto”, usada por instituições públicas e privadas de financiamento de ações sociais. Não tenho dúvida de que é uma conseqüência da relação dialógica estabelecida com outros setores da sociedade.
Também conversamos um pouco sobre a minha pesquisa do mestrado. Por conta disso, Kelly se questiona e chega até a falar em incoerência em usar realizar projetos sociais e, ao mesmo tempo, piratear a internet. Eu não concordo e ela diz que vai pensar no assunto. Talvez, a relação com estruturas formais esteja contribuindo para promover mudanças mais profundas nas práticas da ONG do que o texto do projeto. E já é hora de partir.
domingo, 13 de julho de 2008
Ainda na linha de posts de viagens,
desta vez, acabo de chegar de Visconde de Mauá. Sempre ouvi muito elogios, mas nunca entendi o que era a cidade. Durante muito tempo, achei que fosse um vilarejo praiano. Equívoco total. Mauá fica encravada num vale, ao lado da serra da Bocaina. A maior supresa é que beira um rio e, do outro lado, Minas Gerais! Como eu nunca soube disso? No bate-perna da tarde de sábado, Mauro solta uma frase bairrista e simpática: "Aqui somos muito mal tratados pelos vendedores. Vamos atravessar a ponte para o lado mineiro." Ele acertou.
Exageramos nas refeições, mas nã nos arrependemos. Muito chocolate. Fondue clássico. E destaque para a novidade: moquetruta. As cachoeiras estavam frias demais, mas as três horas de caminhada foram ótimas. No retorno, uma passadinha em Penedo. Mais chocolate.
Adeus
Exageramos nas refeições, mas nã nos arrependemos. Muito chocolate. Fondue clássico. E destaque para a novidade: moquetruta. As cachoeiras estavam frias demais, mas as três horas de caminhada foram ótimas. No retorno, uma passadinha em Penedo. Mais chocolate.
Adeus
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Desde ontem, ...
estou em Maceió. É a segunda vez que visito a cidade. Estive aqui há praticamente dois anos. Da outra vez, organizei um encontro das ONGs financiadas pela repartição. Agora, vim conhecer dois projetos premiados. A entrega será amanhã, em Recife.
Percebi poucas mudanças na capital alagoana. Em 2006, só se falava em Heloísa Helena, com quem, aliás, esbarrei no aeroporto. De fato, apesar de todas as críticas, lembro claramente como fiquei impressionado com o seu carisma. Hoje, nenhuma novidade política, só uma história bizarra de que o Collor se comporta como um enviado de Deus para comunidades do interior do Estado.
Acordei cedo e comi uma ótima tapioca de café-da-manhã. O hotel é lindo e tem uma praia quase particular. A primeira visita foi a uma tribo indígena. Foi bom não ter me preocupado em criar uma imagem da tribo. Cheguei sem refletir sobre o que encontraria. Na saída, a sensação foi de aprendizado. Os índios não são aquelas figuras desenhadas nos livros didáticos. Usam calça jeans, celular e torcem pelo Flamengo. Referem-se a mim como “branco”, mantém rituais religiosos e obedecem ao cacique. O mais legal foi ver o Nhenety recriar a história da tribo a partir de relatos orais, deduções cronológicas e informações da internet.
Depois, parti para Marechal Deodoro. O furo foi não saber que o proclamador da República é alagoano. Gafe perdoada. A cidade é uma graça. Só não é uma Tiradentes nordestina porque ninguém tentou explorar o turismo. O projeto me fez pensar como idéias simples são tão incríveis! R$ 7 mil é suficiente para montar um trailler com cursos de softwares de imagem e fazer exibições de películas.
No retorno ao hotel, nenhuma vontade de passear pela cidade. Só um relaxante banho de piscina e chuva. Pode ser a saudade do Leblon, mas nem saí mais do quarto... Estranho, né?
Adeus
Percebi poucas mudanças na capital alagoana. Em 2006, só se falava em Heloísa Helena, com quem, aliás, esbarrei no aeroporto. De fato, apesar de todas as críticas, lembro claramente como fiquei impressionado com o seu carisma. Hoje, nenhuma novidade política, só uma história bizarra de que o Collor se comporta como um enviado de Deus para comunidades do interior do Estado.
Acordei cedo e comi uma ótima tapioca de café-da-manhã. O hotel é lindo e tem uma praia quase particular. A primeira visita foi a uma tribo indígena. Foi bom não ter me preocupado em criar uma imagem da tribo. Cheguei sem refletir sobre o que encontraria. Na saída, a sensação foi de aprendizado. Os índios não são aquelas figuras desenhadas nos livros didáticos. Usam calça jeans, celular e torcem pelo Flamengo. Referem-se a mim como “branco”, mantém rituais religiosos e obedecem ao cacique. O mais legal foi ver o Nhenety recriar a história da tribo a partir de relatos orais, deduções cronológicas e informações da internet.
Depois, parti para Marechal Deodoro. O furo foi não saber que o proclamador da República é alagoano. Gafe perdoada. A cidade é uma graça. Só não é uma Tiradentes nordestina porque ninguém tentou explorar o turismo. O projeto me fez pensar como idéias simples são tão incríveis! R$ 7 mil é suficiente para montar um trailler com cursos de softwares de imagem e fazer exibições de películas.
No retorno ao hotel, nenhuma vontade de passear pela cidade. Só um relaxante banho de piscina e chuva. Pode ser a saudade do Leblon, mas nem saí mais do quarto... Estranho, né?
Adeus
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