quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Sempre fui fã...
Mas tem coisas que só a Uruguaiana vende para você, né? A minha demanda comercial desta vez era a frente de um rádio para automóvel. Obviamente, o carro não é meu. Não comprei um motorizado e saí por aí barganhando frente de rádio. A negociata era para o Mauro, que perdeu o assessório sonoro quando fomos ao aniversário no Atlântico. Não sabemos se caiu no asfalto ou se esquecemos no teto.
Na semana passada, fui perguntando:
- Quero comprar a frente de um rádio? Sabe onde acho?
- Com o Carlinhos – eu ouvia dos locais. Encontrei Carlinhos e encomendei o produto.
Ontem, retornei ao mercado. Não sabia a localização da loja de Carlinhos e tive que perguntar tudo de novo. Ao encontrar Carlinhos, perguntei:
- Oi! Você conseguiu o Pionner 1880G?
- Consegui sim.
Homem ao lado interrompe:
- Carlinhos, me dá logo o produto que estou com muita pressa. A minha mulher está no carro, me esperando com um revólver.
Carlinhos não dá muita bola. Procura entre o produto dentro da bagunça organizada e acha uma peça inteira: frente e corpo do rádio.
- Aqui está o rádio. Você quer só a frente, né? 90 reais.
Homem interrompe novamente:
- Pô Carlinhos. To com pressa. Vamo lá.
Eu foco no vendedor, peço desconto, mas o preço não cai. O homem tenta interromper novamente, mas, Carlinhos, que é ótimo vendedor, não dá bola pela terceira vez. Resolvo pagar os 90 reais e saio feliz!
Descobri mais uma qualidade da Uruguaiana: o cliente tem mais valor que o marido que larga a mulher tomando conta de revólver. É justo.
Adeus
sábado, 4 de outubro de 2008
Primeiro mobilepost...
Mesmo sem muitas opções na geladeira, há lugar pra diversão:
- Já que não tem nada pra beber, vou botar Redoxon na água.
Adeus
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Não tenho o hábito...
... de reclamar da vida, não. Mas assumo que, ultimamente, essa coisa de vida profissional tem me deixado de saco cheio. Hoje, o meu horóscopo disse que questões de trabalho ficarão sem avanço até 16 de outubro, por causa da lua que encontra com júpiter não sei aonde.
Eu quis porque quis mudar de emprego. Já não agüentava mais caminhar entre os puffs daquele suposto ambiente ideal para os funcionários. E pior, sabia que estava no limite da tensão por causa do big boss carente, que descontava tudo nos subalternos. Acho que nunca mais vou esquecer a sensação de “ele também cumpre ordens” ao vê-lo na tosca posição de jurado do Miss Brasil.
Eis que mudei de emprego! Felicidade total! Trabalho legal, pessoas simpáticas, empresa respeitada, mas... check in às 8h da manhã! Ta de sacanagem, né? Nos primeiros momentos, protagonizei o diálogo:
- O horário é de 8 às 5 da tarde mesmo?
- É, mas é flexível. Você pode entrar às 8h30 e sair às 17h30.
- Mas não é a mesma coisa?
Nunca fui bom
Atualmente, confirmo a máxima de que “nem tudo é perfeito”. Acordar cedo assim não é perfeito.
Adeus
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
E desta forma,...
"Parabéns, Vc agora é um Ligador. Lembre-se de fazer recargas que somem no mínimo R$10,00 para garantir o seu bonus. Aproveite."
Que mané aproveitar? Eu deveria lamentar...
Mas nada de lamentações. Agora eu posso pagar a conta! Que se fodam!
Adeus
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Desta forma, ...
Amigos,
Agora, me despeço do Oi Futuro. Estou feliz pela nova oportunidade, mas realmente muito chateado por deixar um grupo de amigos tão queridos. Amanhã, estaremos todos no Paraíso do Chopp, às 18h, logo depois do trabalho, ok?
Neste mês de agosto, completo exatos quatro anos de Instituto Telemar/Oi Futuro. Apesar da pose madura para convencer na seleção de estagiário, eu nunca havia trabalhado numa empresa de grande porte. Era tudo muito amplo e sofisticado. Lembro que achei confuso chegar ao 5º entrepiso e fiquei impressionado quando descobri que poderia pegar um taxi até a minha casa se saísse depois das 21h.
O tempo passou, fui contratado e passei por experiências inesquecíveis. Acompanhei os bastidores do surgimento de um espetacular centro cultural; aprendi, com muita admiração, o universo da museologia; presenciei jovens da favela se tornarem diretores de cinema; e me dei ao luxo de recusar infinitos convites para as melhores atrações culturais do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, superei preconceitos do uso dos recursos digitais na escola; percebi que todo mundo é produtor de conhecimento; que o computador transforma a vida das pessoas; que é possível articular a iniciativa privada com o Estado, de forma honesta e sincera; e que a educação é o mundo mais interessante deste planeta.
No meu dia-a-dia, a expressão “Novos Brasis” tornou-se a mais falada, escrita, pensada. Por meio do programa, conheci pessoas e histórias de vida interessantíssimas. O Novos Brasis me permitiu acabar com estereótipos e perceber o tamanho do Brasil. No Amapá, coloquei o pé direito no hemisfério norte e o outro no sul. Fiquei com medo dos búfalos da ilha de Marajó. Tive vontade de me mudar de vez para o Ceará. Apaixonei-me pela diversidade de Pernambuco. Pulei em cima de um trio elétrico no circuito tradicional de Salvador. Passeei pelas ruas coloniais de Diamantina e Outro Preto e, em Belo Horizonte, fiz uma visita exclusiva pelo palácio do governador. E, de tanto ir para São Paulo, acho a coisa mais normal a avenida Paulista ficar afastada do centro e próxima aos nobres Jardins.
Quero agradecer à convivência de todos nestes quatro anos. Agradeço à Samara e à Arlete, com quem aprendi o que é ter liderança de forma respeitosa. Com elas, tive exemplos diários de dedicação, superação e, principalmente, de como uma pessoa consegue fazer a diferença mesmo numa empresa tão grande. Agradeço à Tatiana Laura, minha amiga querida, que dividiu as mudanças nas nossas vidas nestes quatro anos. Agradeço à Maíra, que compreendeu as minha questões e, na sua correria, sempre parou para me ouvir. Agradeço à Shirley, que, além de cuidar de mim, mostrou que a vida é melhor quando é mais simples. Agradeço à Adriana Castelo Branco, por gostar de mim de graça. Agradeço à Bruna, que enfrenta os problemas com muita energia e sabedoria. Agradeço à Zilma, que me apoiou em todos os momentos e tornou-se uma amiga. Agradeço ao André, que, sem dúvida, é um exemplo de vida e compromisso. Agradeço à Sabrina, com que, em muito pouco tempo, construí uma amizade para todos os tempos. Agradeço à Flávia e Tatiana Zanotti, pela paciência e extrema competência. Agradeço à Fernanda, pela sua alegria. Agradeço o humor do Roberto, o sorriso da Taissa, a euforia da Elaine. Agradeço ao Alberto, que sei que aprendeu a gostar de mim. Agradeço à boa parceria com a Maria Fernanda e o Márcio. Agradeço as palavras da Lúcia, a espontaneidade da Fafá, a atenção da Dani, aos conselhos do Victor D´Almeida. Agradeço ao sotaque aconchegante da Adriana Galuppo e Pedro Melo.
Em especial (e não quero ninguém com ciúme), agradeço à Renata. Entramos praticamente juntos como estagiários do Instituto Telemar. O seu jeito fechado e objetivo foram estranhos no começo. Com o tempo, descobri uma pessoa maravilhosa. Não esqueço o dia que descobri que ela chora. E chora muito! Admiro a sua competência, a sua crença na cultura, e a forma analítica como enxerga os processos. É meiga, firme, carinhosa e sincera. E torce muito por mim! Muito obrigado!
Nesta nova fase, todos já perceberam a minha empolgação. O que ninguém pode perceber nesta hora é a minha angústia, o meu medo e a minha certeza de não encontrarei pessoas tão especiais. Sei que o sentimento de todos em relação à minha saída é a alegria. Mas peço um pouco mais. Peço para que, sem o convívio cotidiano, esta alegria se consolide como amizade, mesmo depois da despedida de amanhã.
Grande beijo e até breve!
Adeus
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Depois de oito anos, ...
Agora, o mais importante é registrar o feito! Ele aconteceu graças a Lorenna, que, sempre atenciosa e carinhosa, mandou um e-mail com o link do consulado brasileiro na Itália:
http://www.brasileroma.it/achados.html
Eu estou lá! Na letra P.
Adeus
sábado, 9 de agosto de 2008
Dia 9 de agosto de 2008.
Kely havia marcado a conversa com o Sebastião, que só gosta de ser chamado de Sebastian. A mudança é sutil, mas, pelo que ouvi, fundamental para o bom relacionamento. Ele é dono da videolocadora, localizada na série de lojas ao lado direito do campo da Candelária. Ele não estava. No seu lugar, acabei conversando com o Hilder, que trabalha para o Sebastian na videolocadora. No início, ele estava bastante tímido e demorou para entender a função da conversa. Mas foi se soltando e acho que levou o papo com tranqüilidade. Tudo melhorou quando a Ane entrou na sala. Eles são namorados e, como não tive como expulsá-la, resolvi aproveitá-la para a entrevista. Foi ótimo! Os dois ficaram mais acessíveis e a conversa fluiu muito bem. Apesar de terem nascido e crescido na comunidade, o casal se conheceu pelo Orkut e se apaixonou pelo MSN.
A conversa seguinte foi com o Jeferson, dono da lan house e fornecedor do Veloxgato para mais de 120 casas da Candelária. Além de forte liderança na comunidade, ele já é figura fácil nas entrevistas do CAC. Disse que já conversou com o João, a Ana e mais outra menina. Será a Lilian? Fiquei com receio dele vir com respostas prontas, mas, ao final, acho que a sua “experiência” facilitou o papo. Ele falou bastante, talvez por saber que o conteúdo não vai lhe gerar nenhum tipo de problema. Grande parte da entrevista foi dominada por assuntos muito técnicos: DOS, Windows 3.11, hubs e fiação. Tentei puxar para questões mais ligadas ao cotidiano e à sua história de vida. Até que consegui, mas, muito provavelmente, vou querer conversar novamente com ele. No final, percebi que Jeferson estava mais interessado na cerveja e resolvi acabar. Mesmo assim, ele me mostrou a lan house muito satisfeito.
Já era fim de tarde. Eu havia planejado conversar com a Flávia também. Mas ela estava fazendo a unha. Não pude mais esperar e remarquei para o próximo sábado.