estou em Maceió. É a segunda vez que visito a cidade. Estive aqui há praticamente dois anos. Da outra vez, organizei um encontro das ONGs financiadas pela repartição. Agora, vim conhecer dois projetos premiados. A entrega será amanhã, em Recife.
Percebi poucas mudanças na capital alagoana. Em 2006, só se falava em Heloísa Helena, com quem, aliás, esbarrei no aeroporto. De fato, apesar de todas as críticas, lembro claramente como fiquei impressionado com o seu carisma. Hoje, nenhuma novidade política, só uma história bizarra de que o Collor se comporta como um enviado de Deus para comunidades do interior do Estado.
Acordei cedo e comi uma ótima tapioca de café-da-manhã. O hotel é lindo e tem uma praia quase particular. A primeira visita foi a uma tribo indígena. Foi bom não ter me preocupado em criar uma imagem da tribo. Cheguei sem refletir sobre o que encontraria. Na saída, a sensação foi de aprendizado. Os índios não são aquelas figuras desenhadas nos livros didáticos. Usam calça jeans, celular e torcem pelo Flamengo. Referem-se a mim como “branco”, mantém rituais religiosos e obedecem ao cacique. O mais legal foi ver o Nhenety recriar a história da tribo a partir de relatos orais, deduções cronológicas e informações da internet.
Depois, parti para Marechal Deodoro. O furo foi não saber que o proclamador da República é alagoano. Gafe perdoada. A cidade é uma graça. Só não é uma Tiradentes nordestina porque ninguém tentou explorar o turismo. O projeto me fez pensar como idéias simples são tão incríveis! R$ 7 mil é suficiente para montar um trailler com cursos de softwares de imagem e fazer exibições de películas.
No retorno ao hotel, nenhuma vontade de passear pela cidade. Só um relaxante banho de piscina e chuva. Pode ser a saudade do Leblon, mas nem saí mais do quarto... Estranho, né?
Adeus
segunda-feira, 16 de junho de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
No intervalo...
... da aula na UFF, passei o olho rapidamente pela placa de inauguração do prédio. As aulas do mestrado e do doutorado acontecem num espaço novo, que percente ao IACS, mas localizado no Ingá. O ambiente é legal, mais silencioso e não tem a confusão do corre-corre da graduação. É mais propício para a discussão sobre comunicação, mídia, poder, novas tecnologias, cultural studies, sociedade, Hall, Adorno, Bhabha, Simmel, Bauman, Geertz, Horkheimer, McLuhan e Santos (, Boaventuda de Souza).
E a placa de inauguração do prédio é bem simpática. Caretinha, mas simpática. Mas a surpresa mesmo foi com a citação da placa: uma linda frase da autoria de... João Paulo II. Ele mesmo. O papa.
Adeus
E a placa de inauguração do prédio é bem simpática. Caretinha, mas simpática. Mas a surpresa mesmo foi com a citação da placa: uma linda frase da autoria de... João Paulo II. Ele mesmo. O papa.
Adeus
sexta-feira, 4 de abril de 2008
O meu amigo recém-garanhão...
... me liga abismado para contar uma das histórias da sua família. É importante ressaltar que a família do Fábio é, certamente, a mais divertida e a mais cara-de-zona-sul que conheço. São VIPs do Piraquê, representam no Tablado, assistem a prima como protagonista da Malhação, marcam encontro no vôlei da Garcia D’Ávila, carregam a tocha olímpica pela J.J. Seabra e têm a eterna dúvida se moram na Lagoa ou no Jardim Botânico.
A história do Fábio é mesmo de abismar e começou na 14ª DP – um frankenstein entre a Selva de Pedra, o Scala, a sede da Oi, o clube do Flamengo e o Shopping Leblon. Uma amiga da sua mãe entra na delegacia e se depara com a um cartaz: Homossexuais, quando vierem prestar ocorrência, sejam homens! Fiquei muito chocado e logo contei para os meus colegas de repartição. E tive a idéia obvia! Mandar para alguma coluna. Quem sabe até o Ancelmo! Liguei pra minha amiga-melhor-amiga-de-todos-os-repórteres.
Acertado! Adriana me ligou novamente e pegou os detalhes. No dia seguinte, o Ancelmo não decepcionou:
Calma, seu polícia
Homossexuais que chegam para dar queixa de algum crime na 14º DP, no Leblon, dão de cara com um cartaz: “Homossexuais, quando vierem prestar ocorrência, sejam homens!” Um policial disse que é porque os gays “dão chilique”. Parece preconceito. E é.
A repercussão foi ótima! Todo mundo gostou da notinha. Mas a melhor ligação foi de um número desconhecido. A voz emocionada se apresenta:
- Oi! Aqui é a Flávia, amiga da Cora, que viu o cartaz na delegacia. Eu quero agradecer pela nota no jornal. Eles até já tiraram o cartaz – a emoção aumentando – Eu tenho um filho homossexual que é o melhor filho do mundo! E o mundo precisa de pessoas como você: que defendem o direito dos homossexuais!
- Ah! Imagina. Obrigado. Tamos aí pra isso mesmo!
E, no dia seguinte, mais uma da família. Desta vez, pelo Orkut, recebo a notícia de que outra prima é a capa da histórica primeira edição da Playboy nas conservadoras Filipinas. Priscilla Meirelles faz o maior sucesso no Oriente. Mesmo sem o nu frontal.
Adeus
A história do Fábio é mesmo de abismar e começou na 14ª DP – um frankenstein entre a Selva de Pedra, o Scala, a sede da Oi, o clube do Flamengo e o Shopping Leblon. Uma amiga da sua mãe entra na delegacia e se depara com a um cartaz: Homossexuais, quando vierem prestar ocorrência, sejam homens! Fiquei muito chocado e logo contei para os meus colegas de repartição. E tive a idéia obvia! Mandar para alguma coluna. Quem sabe até o Ancelmo! Liguei pra minha amiga-melhor-amiga-de-todos-os-repórteres.
Acertado! Adriana me ligou novamente e pegou os detalhes. No dia seguinte, o Ancelmo não decepcionou:
Calma, seu polícia
Homossexuais que chegam para dar queixa de algum crime na 14º DP, no Leblon, dão de cara com um cartaz: “Homossexuais, quando vierem prestar ocorrência, sejam homens!” Um policial disse que é porque os gays “dão chilique”. Parece preconceito. E é.
A repercussão foi ótima! Todo mundo gostou da notinha. Mas a melhor ligação foi de um número desconhecido. A voz emocionada se apresenta:
- Oi! Aqui é a Flávia, amiga da Cora, que viu o cartaz na delegacia. Eu quero agradecer pela nota no jornal. Eles até já tiraram o cartaz – a emoção aumentando – Eu tenho um filho homossexual que é o melhor filho do mundo! E o mundo precisa de pessoas como você: que defendem o direito dos homossexuais!
- Ah! Imagina. Obrigado. Tamos aí pra isso mesmo!
E, no dia seguinte, mais uma da família. Desta vez, pelo Orkut, recebo a notícia de que outra prima é a capa da histórica primeira edição da Playboy nas conservadoras Filipinas. Priscilla Meirelles faz o maior sucesso no Oriente. Mesmo sem o nu frontal.
Adeus
quarta-feira, 26 de março de 2008
Quarta-feira.
Acordo atrasado e vou para a primeira reunião. Conheço o Tião Rocha, que coordena o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento e foi eleito o empreendedor social de 2007 pela Folha de São Paulo. Em pouco mais de duas horas, tenho uma aula de pedagogia e sensibilidade.
Almoço com o pessoal da Oi de BH e, novamente na correria, parto pra terceira reunião do dia. Essa conversa também é bem produtiva e adiantamos várias questões. O assunto foi o desenvolvimento de um curso de gestão via internet para organizações sociais. Será o primeiro no Brasil e, a cada encontro, fico mais empolgado! Retorno para o aeroporto.
Ao chegar à minha cidade, vou pra casa. Estou cheio de saudade do Mauro, que não vejo desde domingo. Ele fica um tempo lá em casa e a minha missão é tentar amenizar a sua tensão. Apelei para um bombom de trufa e acho que consegui. Ele volta pra casa, já que a mala ainda não estava arrumada. Durmo sozinho, mas na expectativa da viagem da semana santa.
Almoço com o pessoal da Oi de BH e, novamente na correria, parto pra terceira reunião do dia. Essa conversa também é bem produtiva e adiantamos várias questões. O assunto foi o desenvolvimento de um curso de gestão via internet para organizações sociais. Será o primeiro no Brasil e, a cada encontro, fico mais empolgado! Retorno para o aeroporto.
Ao chegar à minha cidade, vou pra casa. Estou cheio de saudade do Mauro, que não vejo desde domingo. Ele fica um tempo lá em casa e a minha missão é tentar amenizar a sua tensão. Apelei para um bombom de trufa e acho que consegui. Ele volta pra casa, já que a mala ainda não estava arrumada. Durmo sozinho, mas na expectativa da viagem da semana santa.
Terça-feira.
Acordo para primeira aula da disciplina que vou cursar na UFF neste semestre. Vou junto com minha mãe, pois ela trabalha bem perto do IACS. No portão de entrada, ela diz “deixa eu tirar uma foto sua com a máquina da pesquisa.” “Pra que, mãe?” “Ué? Quero uma foto do meu filho no primeiro dia na escola!”A professora é ótima! Ana Lucia Ennes: inteligente, esperta, divertida, consistente, amiga da Marialva Barbosa e admiradora do filme “Deu a louca na Chapeuzinho”. Além disso, será muito bom também voltar a ter a Roberta, a Ana e o João Renato como coleguinhas de turma. Saio na correria, almoço em cima na mesa, volto pra casa, faço a mala e parto pra Belo Horizonte.De noite, participo de um evento bem legal. É o lançamento de uma publicação com o resultado de uma pesquisa sobre o uso do videogame no cotidiano da escola. Fiquei bem feliz, já que a tive uma participação fundamental desde o começo das atividades. Depois do coquetel, vou para o bar com o Junior – com a devida “autorização” do meu namorado – e, por volta da uma da manhã, chego ao hotel.
Segunda-feira.
O dia de trabalho é bem comum. Levanto no horário e chego sem atraso à repartição. A tranqüilidade me impressiona e, assim, tenho tempo para resolver várias pendências. Depois do primeiro final de semana, o edital do programa que coordeno já têm 110 inscrições. Acho que é um recordo para tão poucos dias!
Almoço com a Monica que me conta as suas ousadias de final de semana. Ela ficou um cara, deu o seu telefone e ainda foi ao cinema no dia seguinte. Uau! Pode parecer besteira, mas fico feliz com a evolução da minha amiga. Rimos bastante com tudo. Ao final, ela reclama que estou empolgado demais com o namoro recente e que isso tem “atrapalhado a minha produtividade”. Jogo o meu charme e ela desiste de me criticar por eu não ter escrito o tal projeto durante o final de semana. Ah! E ela concorda que boate é lugar apenas para beijar na boca. Mauro gosta dessa opinião.
Volto à repartição, saio depois do horário e pego novamente a ponte para Niterói. Infelizmente – infelizmente mesmo – chego em casa e não encontro mais o meu sobrinho Lucas. Ele tem um ano e oito meses. Uma graça! Mas dorme cedo demais... Conto a novidade do meu namoro para a minha mãe, que acha tudo bom. Faz uma bateria de perguntas, desde questões coerentes até coisas do tipo “ele tem vícios?”. Nestas horas, eu rio e completo com um doce “claro que não”. Termino o tal projeto e durmo.
Almoço com a Monica que me conta as suas ousadias de final de semana. Ela ficou um cara, deu o seu telefone e ainda foi ao cinema no dia seguinte. Uau! Pode parecer besteira, mas fico feliz com a evolução da minha amiga. Rimos bastante com tudo. Ao final, ela reclama que estou empolgado demais com o namoro recente e que isso tem “atrapalhado a minha produtividade”. Jogo o meu charme e ela desiste de me criticar por eu não ter escrito o tal projeto durante o final de semana. Ah! E ela concorda que boate é lugar apenas para beijar na boca. Mauro gosta dessa opinião.
Volto à repartição, saio depois do horário e pego novamente a ponte para Niterói. Infelizmente – infelizmente mesmo – chego em casa e não encontro mais o meu sobrinho Lucas. Ele tem um ano e oito meses. Uma graça! Mas dorme cedo demais... Conto a novidade do meu namoro para a minha mãe, que acha tudo bom. Faz uma bateria de perguntas, desde questões coerentes até coisas do tipo “ele tem vícios?”. Nestas horas, eu rio e completo com um doce “claro que não”. Termino o tal projeto e durmo.
Domingo.
Acordo bem cedo para um domingo. Custo a acreditar que ainda são oito horas da manhã. Prefiro a sensatez e volto ao sono. Acordo novamente às 11h30, com o Mauro já de banho tomado e todo empolgado para aproveitar o dia de compras pela Barra da Tijuca. E lá vamos nós.
Demoramos a encontrar o restaurante ideal. Tudo cheio demais contrastava com a nossa fome grande demais. Optamos pelo rodízio japonês e fazemos questão de “gastar bem o dinheiro”. Em seguida, a loja de azulejos. Prefiro ficar na minha, pois não entendo nada e não quero me meter na decoração do banheiro do Mauro. Mas ele insiste, pede a minha opinião. Fico todo contente e solto os meus palpites, mas, mesmo assim, me seguro para não exagerar. Ele gosta de tudo branco, bem clarinho, discreto e elegante. Eu já acho que deveria ter mais cor, tons e descontração. E assim continuamos o dia, parecendo de um casal feliz prestes a ser sorteado no consórcio da Caixa Econômica Federal.
E não é que encontramos um casal nesta situação? Entre as tomadas e as luminárias da Amoedo, encontramos Tati, minha amiga de repartição, com o noivo André. A dúvida matrimonial naquele momento era a porta do novo apartamento. Mauro dá o seu parecer técnico e o casal concorda. Depois, Tati reforça o convite: “Vocês não vão faltar a minha festa de casamento, né?” Mauro fica todo bobo com o convite no plural!
No começo da noite, o meu compromisso é familiar: aniversário da minha irmã. Tenho que ir para Niterói e peço para o Mauro me deixar na Praça XV. Ele, muito carinhoso, “erra o caminho” e entra na ponte. Nestes momentos, eu realmente não sei que brigo com ele ou se fico feliz com a gentileza. Tento um diálogo no meio termo, mas não tem jeito. Ele não se abala com a minha “bronca”.
O aniversário é simpático. A minha irmã estava linda e bem feliz. O namorado, que eu ainda não conhecida, é um bobão... Mas muito atencioso. Aprovado! Volto pra casa, converso bastante com o meu amigo que acaba de terminar um namoro ponte-aérea-Rio-São-Paulo e vou dormir.
Demoramos a encontrar o restaurante ideal. Tudo cheio demais contrastava com a nossa fome grande demais. Optamos pelo rodízio japonês e fazemos questão de “gastar bem o dinheiro”. Em seguida, a loja de azulejos. Prefiro ficar na minha, pois não entendo nada e não quero me meter na decoração do banheiro do Mauro. Mas ele insiste, pede a minha opinião. Fico todo contente e solto os meus palpites, mas, mesmo assim, me seguro para não exagerar. Ele gosta de tudo branco, bem clarinho, discreto e elegante. Eu já acho que deveria ter mais cor, tons e descontração. E assim continuamos o dia, parecendo de um casal feliz prestes a ser sorteado no consórcio da Caixa Econômica Federal.
E não é que encontramos um casal nesta situação? Entre as tomadas e as luminárias da Amoedo, encontramos Tati, minha amiga de repartição, com o noivo André. A dúvida matrimonial naquele momento era a porta do novo apartamento. Mauro dá o seu parecer técnico e o casal concorda. Depois, Tati reforça o convite: “Vocês não vão faltar a minha festa de casamento, né?” Mauro fica todo bobo com o convite no plural!
No começo da noite, o meu compromisso é familiar: aniversário da minha irmã. Tenho que ir para Niterói e peço para o Mauro me deixar na Praça XV. Ele, muito carinhoso, “erra o caminho” e entra na ponte. Nestes momentos, eu realmente não sei que brigo com ele ou se fico feliz com a gentileza. Tento um diálogo no meio termo, mas não tem jeito. Ele não se abala com a minha “bronca”.
O aniversário é simpático. A minha irmã estava linda e bem feliz. O namorado, que eu ainda não conhecida, é um bobão... Mas muito atencioso. Aprovado! Volto pra casa, converso bastante com o meu amigo que acaba de terminar um namoro ponte-aérea-Rio-São-Paulo e vou dormir.
Assinar:
Postagens (Atom)